Instituto Guaicuy

“Trajetória”, Relatório Anual do Guaicuy de 2024 detalha ações do Instituto 

23 de abril, 2025, por Laura de Las Casas

No mês de abril, o Instituto Guaicuy lançou o “Trajetória: Relatório Anual de Atividades da ATI Paraopeba em 2024”. O documento reuniu todas as atividades realizadas em 2024 pelo Guaicuy como Assessoria Técnica Independente (ATI) nas regiões do Baixo Paraopeba, Represa de Três Marias e Rio São Francisco (Regiões 4 e 5). Os municípios foram atingidos pela Vale com o rompimento da barragem em Brumadinho e lutam para reaver os direitos violados pela mineradora com o desastre-crime. 

Acesse o relatório aqui. 

O relatório, para além de cumprir um dever de transparência com todos os cidadãos e cidadãs, também é um instrumento de memória e luta coletiva. Para Thiago Morais, Assessor Chefe de Tecnologia, Monitoramento e Avaliação do Instituto Guaicuy, o trabalho de uma ATI é constantemente desafiado sobre sua importância e relevância nos processos de reparação dos danos causados por grandes empreendimentos. “Tendo isso em vista, é nosso papel reforçar a cada dia os resultados que conquistamos. Este relatório é uma forma de mostrar, de maneira nítida e acessível, tudo o que foi feito ao longo do ano de 2024: os desafios enfrentados, as conquistas alcançadas e, principalmente, o protagonismo das comunidades atingidas na luta por um processo de reparação justo e participativo”, diz. Para o assessor, ter esse tipo de material facilita o entendimento da sociedade sobre o que é feito pela instituição.

O documento é um compilado dos relatórios trimestrais de prestação de contas, tanto finalística quanto financeira, que são encaminhados à auditoria, aos compromitentes (Governo de Minas Gerais, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal e Defensoria Pública de Minas Gerais) e à Coordenação de Acompanhamento Metodológico e Finalístico (CAMF-Lataci). “Para a construção desses relatórios, fazemos um acompanhamento direto das ações realizadas nos territórios, a partir de registros sistemáticos de cada atividade — visitas, reuniões, formações, atendimentos, escutas com as comunidades. Tudo é documentado com fotos, listas de presença, relatórios técnicos e registros internos”, explica. 

O assessor pontua ainda que o Relatório Anual pretende ser o resultado do diálogo constante com as pessoas atingidas, das reflexões da equipe e da escuta atenta aos desafios e avanços do processo de reparação. “É uma construção coletiva que busca refletir com fidelidade o que foi vivido ao longo do ano, valorizando a participação social e o compromisso com as pessoas atingidas”, finaliza. 

*Crédito da imagem: Gia Dias 

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