No último sábado, 31 de maio, a Comissão do Baixo Paraopeba realizou o seu 1º Encontro de Mulheres. Foi um momento histórico de fortalecimento, memória e mobilização das mulheres das comunidades da região. O encontro aconteceu no período da tarde, no Sítio da Hebe, e contou com a presença das mulheres que compõem a Comissão, moradoras das comunidades e convidadas especiais.
A atividade teve início com a recepção das participantes e a distribuição dos materiais. Após, houve um momento de resgate da memória da Comissão, com a exibição de um vídeo com fotos antigas que relembraram a trajetória de luta coletiva nos territórios atingidos pelo crime da mineração.
Em seguida, a Comissão convidou a palestrante Jacqueline Alamino, que é professora, assistente social, pós-graduada em Gestão das Políticas Sociais, e integrante da Comissão de Direitos Humanos e Ética do Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais (CRESS-MG). Ela dialogou com o grupo sobre os direitos das mulheres rurais e ribeirinhas. A palestra abordou temas como acesso à terra, invisibilidade do trabalho feminino no campo, dificuldades de acesso a políticas públicas, dupla jornada de trabalho e o papel central das mulheres na produção de alimentos e no cuidado com a vida e a natureza.
As mulheres presentes foram convidadas a refletir e responder, de forma coletiva, à pergunta geradora “O que queremos para nós, mulheres do Baixo Paraopeba?”. As contribuições foram registradas em um painel coletivo e expressaram sonhos, demandas e compromissos com o futuro das comunidades.
O encontro foi encerrado com um lanche partilhado entre todas, celebrando a união e a resistência das mulheres do território. “A mulher rural cultiva mais que alimentos, ela semeia sonhos e colhe transformações”, lembrou Jacqueline Alamino.
“Este encontro marca um passo importante na organização das mulheres do Baixo Paraopeba, reafirmando o papel essencial que elas desempenham na construção de um território justo, digno e com respeito aos direitos humanos. Mais do que protagonistas no processo de reparação, as mulheres são sementes de transformação permanente no território cuidadoras, mobilizadoras e construtoras de futuros”, avalia Tarsila Esteves, supervisora do Instituto Guaicuy na Região 5 Leste.
Veja aqui o álbum de fotos do Encontro
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