A edição especial de 10 anos do Jornal A Sirene foi lançada no dia 5 de fevereiro. Há dez anos, o Jornal A SIRENE existe porque pessoas atingidas decidiram não aceitar a narrativa que estava se construindo após o rompimento da barragem de Fundão pela mídia hegemônica. Desde 2016, o jornal é construído a partir das vozes, denúncias, reivindicações e memórias de quem vive até hoje os traumas do maior crime socioambiental e a maior catástrofe com rejeitos de mineração da história do Brasil.

Foto: Gabriel Nogueira / Instituto Guaicuy | Evento de Lançamento de 10 anos do Jornal A Sirene
O Instituto Guaicuy recebeu a responsabilidade de articular e viabilizar esta edição especial por meio de uma construção realizada pela ATI de Antônio Pereira e o Jornal A Sirene, uma articulação institucional que tornou possível uma edição inspirada na edição zero do A SIRENE.
Nesta edição especial foram reunidas histórias que evocam memória e pertencimento. São narrativas de pessoas atingidas de diferentes territórios e com diferentes trajetórias, mas atravessadas por um mesmo trauma imposto pela mineração, passando por Mariana, Antônio Pereira, Conceição do Mato Dentro, Barra Longa e Rio Doce. Esta edição contou também com a contribuição fundamental da FLAMa e da Cáritas MG/ATI Mariana.
São histórias que buscam convidar quem lê a se deslocar do lugar do espectador e a se perguntar “e se fosse com você?”, título de uma das matérias, e a refletir sobre o que acontece “quando a sirene toca”, como provoca outra reportagem desta edição. Uma construção feita a muitas mãos, vozes e territórios.

Foto: Gabriel Nogueira / Instituto Guaicuy | Evento de Lançamento de 10 anos do Jornal A Sirene
Para o Instituto Guaicuy, foi um prazer e uma honra realizar ao lado das pessoas atingidas essa edição especial de 10 anos, por isso, o Instituto faz um agradecimento à essas pessoas, razão de existir do Jornal A SIRENE. O Instituto Guaicuy agradece também a todas e todos que, ao longo desses dez anos, contribuíram para que esse veículo ímpar de comunicação popular seguisse vivo: editores, jornalistas, revisores, diagramadores, estudantes, pesquisadores, comunicadores populares, assessorias técnicas independentes, organizações e movimentos sociais parceiros.
Acesse a edição especial de 10 anos do Jornal A SIRENE
Foto de capa: Gabriel Nogueira/Instituto Guaicuy
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