A cidade de Brasília (DF) sediou, dos dias 30 de junho a 2 de julho, a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Instituto Guaicuy foi representado no evento por sua diretora, Carla Wstane.
O encontro marcou o encerramento de um ciclo deliberativo que contabilizou, ao todo, 297 etapas preparatórias em todo o território nacional, englobando 20 conferências estaduais e distrital, além de 277 etapas livres e municipais.
A plenária final teve a aprovação de 75 propostas de políticas públicas construídas ao longo do ciclo para buscar implementar as ODS no Brasil. Entre as propostas, está a fixação de “balizamentos para a sustentabilidade territorial por meio de modelos de transição agroecológica, salvaguardas para povos e comunidades tradicionais e a instituição de monitoramentos independentes de impactos socioambientais nas cadeias produtivas”.
Os ODS são, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), “um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade”. Ao todo, são 17 objetivos da ONU.

Fonte: ONU Brasil
Para Carla Wstane, participar da conferência é um marco histórico e estratégico para o Instituto Guaicuy. Ela esteve presente como delegada nata, representando o Fórum Interconselhos por meio do assento do Instituto no Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
“Levei a voz e a bagagem técnica do Guaicuy para o centro do debate sobre o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil. A Conferência nacionaliza e territorializa a Agenda 2030 da ONU, debatendo mais de mil propostas construídas pela sociedade civil para fortalecer a democracia e defender os direitos humanos”, comenta Carla.
“Para o Guaicuy, estar nesta mesa é fundamental: nossa atuação sempre foi pautada na abordagem ecossistêmica e no protagonismo das comunidades. Levar a nossa lógica de bacia hidrográfica e a nossa experiência de campo, unindo a defesa das águas, dos territórios e das pessoas, ajuda a moldar políticas públicas nacionais que realmente respondam às realidades dos territórios e das populações atingidas por crimes socioambientais”, completa a diretora do Guaicuy.
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