Na noite de 29 de setembro, representantes do Conselho Regional 5 e do Setor Regional 5 participaram da oficina sobre fundos rotativos solidários promovida pela Entidade Gestora do Anexo 1.1. A atividade virtual reuniu 26 pessoas atingidas para uma primeira apresentação da metodologia.
O encontro virtual fez parte do calendário de formações promovido pela Entidade Gestora, que vai até 31 de outubro nas Regiões 3, 4 e 5. O objetivo desse ciclo de formações é aprimorar o conhecimento sobre a ferramenta e subsidiar as decisões sobre a implantação dos fundos rotativos e dos bancos comunitários. Essas atividades inauguram mais uma etapa das ações de finanças solidárias do Anexo 1.1.
As trabalhadoras da Entidade Gestora abriram a reunião destacando que a formação seria apenas o início da discussão sobre o tema, e não um espaço para decisões. Iniciaram, então, a apresentação sobre o fundo rotativo solidário, definido como um fundo de apoio mútuo sem fins lucrativos, com o propósito de financiar iniciativas para melhorar a qualidade de vida e promover o desenvolvimento socioeconômico das comunidades, com regras definidas por elas.
Foram apresentados exemplos de fundos rotativos já existentes no Brasil, e também foi explicada a diferença em relação ao microcrédito. “Existem vários tipos de fundos, não precisa ser necessariamente de dinheiro. Pode ser de animais, sementes, mão de obra, depende da necessidade e do contexto da região”, explicou Simaia Barreto, da Cáritas.
Os conselheiros e conselheiras discutiram, então, como os fundos poderiam movimentar a economia local e atender pessoas em situação de vulnerabilidade, que enfrentam dificuldades de acesso ao sistema financeiro tradicional. Houve sugestões de fundos para beneficiar pessoas trabalhadoras das áreas de pesca, turismo e agricultura familiar, além de mulheres empreendedoras e jovens da zona rural.
Houve manifestações sobre a dificuldade de mobilizar as comunidades, trabalho informal e necessidade de instrumentos de controle na gestão dos fundos. Conselheiras e conselheiros também questionaram os valores disponíveis, ao que a Entidade Gestora respondeu que o recurso previsto para a iniciativa na Região 5 é de R$ 579.687,50. Outra dúvida foi o que aconteceria caso as comunidades optem por não adotar a metodologia. Nesse caso, a destinação do recurso será decidida pelo Conselho Inter-regional.
A Entidade Gestora se comprometeu a encaminhar nos grupos de WhatsApp o material apresentado na reunião, e a organizar as sugestões apresentadas pelos conselheiros e conselheiras, para serem apresentadas no próximo encontro.
Imagem: Fabiano Lana/Guaicuy.
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