No dia 5 de fevereiro, a Comissão Baú e Piau se reuniu virtualmente para dialogar sobre os resultados do levantamento documental participativo realizado nas Fazendinhas Baú. O diagnóstico tem como finalidade embasar a atuação da Comissão e dos conselheiros locais na proposta sobre formas de comprovação para acesso às linhas de crédito e microcrédito no Anexo 1.1.
Evidenciou-se a preocupação com a precariedade documental da região – apenas três pessoas afirmaram ter registro de imóvel. Os participantes mencionaram também que contratos de compra e venda e registros posteriores ao rompimento foram rejeitados em outros processos, como o Programa de Transferência de Renda (PTR). Reforçou-se que, no âmbito do Anexo 1.1, os conselheiros terão protagonismo na definição dos critérios e devem lutar para que eles sejam inclusivos e adequados à realidade local. Como alternativas para comprovação de vínculo com o território, os participantes sugeriram o uso de declarações de associações locais, recibos de depósitos de materiais de construção, registros de fornecimento de água pela Vale, fotos com metadados e até imagens de satélite que comprovem a existência das construções antes do desastre-crime.
Ao final da reunião, ficou estabelecido que o Instituto Guaicuy apoiará a Comissão na consolidação das informações em um documento, que será compartilhado com a comunidade.
Imagem: Paulo Marques/Guaicuy.
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