Instituto Guaicuy

Ato em Belo Horizonte marca os dez anos do rompimento da barragem de Fundão

7 de novembro, 2025, por Laura Garcia

No dia 5 de novembro, completaram-se dez anos do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco/Vale/BHP, em Mariana. O maior desastre socioambiental do Brasil despejou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração no Rio Doce, e até hoje nenhum responsável foi punido. Para marcar a data, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) iniciou a Jornada de Lutas Mariana e Brumadinho: é tempo de avançar! Por reparação integral e soberania popular. O ato reuniu, nas ruas de Belo Horizonte, pessoas atingidas do Rio Doce em Minas Gerais e Espírito Santo, e atingidas da Bacia do Paraopeba, Represa de Três Marias e calha do Rio São Francisco. 

Na parte da manhã, o ato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais reuniu centenas de pessoas, contou com a presença de parlamentares mineiros e dos Ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Macaé Evaristo, Ministra de Direitos Humanos. Além do ato em memória dos dez anos do rompimento de Fundão, também houve grande movimentação contra a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa. A Proposta de Emenda à Constituição 24/23, que dispensa a realização de referendo popular para a privatização (e foi apelidada pelos opositores de “PEC do cala a boca”) foi aprovada sob protestos

No final da manhã, as pessoas atingidas mobilizadas pelo MAB caminharam da ALMG até o TRF da 6a Região, com breve parada em frente ao MPMG. Na frente destas instituições houve falas, atos e apresentações de comunidades tradicionais trazendo a pauta para a centralidade das pessoas atingidas.

Após o almoço, o grupo de pessoas atingidas se reuniu em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), onde houve a reunião entre representantes das comunidades das cinco Regiões atingidas do Paraopeba (sem participação das Assessorias Técnicas Independentes), do MAB e advogados das associações autoras da ação judicial sobre o novo auxílio emergencial – reivindicado após o encerramento do Programa de Transferência de Renda (PTR) em outubro. O MAB também pautou a situação da Assessoria Técnica Independente das Regiões 1 e 2, com a recente desmobilização da AEDAS. O desembargador responsável por julgar os recursos da Vale contra o novo auxílio, André Leite Praça, estava de férias, de forma que o grupo foi recebido por um juiz auxiliar da Presidência do Tribunal. 

Confira aqui as fotos do ato em frente ao TJMG

Imagens: Daniela Paoliello/Guaicuy.

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