Instituto Guaicuy

Após seis anos de intervenções, limpeza dos primeiros 3 km do Paraopeba é projetada para 2026

16 de dezembro, 2025, por Comunicação Guaicuy

Atualizações sobre o Programa de Recuperação Socioambiental da Bacia do Paraopeba (devido ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho) foram repassadas na reunião que ocorreu no dia 7 de novembro entre a AECOM, auditora do Programa e dos Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE), as Instituições de Justiça — Ministério Público Federal, Ministério Público de Minas Gerais e Defensoria Pública de MG — e o Governo do Estado de Minas Gerais.

Essas reuniões, das quais o Instituto Guaicuy participa na condição de ouvinte, ocorrem mensalmente e apresentam um diagnóstico sobre o cumprimento das ações e projetos que a Vale tem a obrigação de fazer, segundo o que foi determinado no Acordo Judicial de Reparação.

Um dos pontos tratados foi a identificação de gargalos no Programa de Monitoramento de Águas e Sedimentos e no Programa de Distribuição de Água Potável, com problemas técnicos como vazamentos e higienização de dispositivos. Outra questão abordada foi a transferência do monitoramento da Vale para o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Para operacionalizar essa transferência, que já vem sofrendo um grande atraso desde seu prazo inicialmente estabelecido, uma empresa contratada pela Vale está desenvolvendo um sistema que após vários adiamentos foi prometido para agosto de 2025 e agora está com previsão para este mês.

O andamento do processo de dragagem (limpeza) no Rio Paraopeba é sempre um tema de destaque nas reuniões. Entre 16 de setembro e 15 de outubro foram dragados cerca de 8 mil metros cúbicos de material, um volume, neste último período de avaliação, superior 35% acima da média realizada em 2025. Com isso, chega-se a 258 mil metros cúbicos removidos do total de quase 1,6 milhões de metros cúbicos que atingiram a calha do rio. O trecho 1, equivalente aos primeiros 3 km do rio, tem previsão de conclusão em junho de 2026. Nos trechos de 2 a 4, até o km 46, há prazos de dragagem ao longo de 2027, podendo chegar a 2028. Já no trecho 5, após a UTE Igarapé, sequer há previsão.

Em relação à reparação do Rio Paraopeba, a Vale apresentou um cronograma detalhando as etapas da operação de dragagem e outras entregas previstas. Em março de 2026 será entregue o Plano de Ações Reparatórias do Rio Paraopeba, acompanhado dos Programas de Ações Reparatórias. Dentro desses programas, haverá um Relatório Técnico de Análise de Priorização, a ser apresentado em fevereiro de 2026. Já para agosto existe a previsão do Projeto de Recuperação das Margens e Vegetação Ciliar.

Leia o boletim na íntegra

Imagem destacada: Daniela Paoliello/Guaicuy

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