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“A comunidade de Cachoeira do Choro pede socorro!! Água, luz e saúde para todos”, “A vale matou nosso rio e nossa comunidade”, “Água e energia são questões humanitárias. Exigimos nossos direitos”. São algumas das frases que estampam os cartazes da manifestação realizada hoje, dia 13 de setembro, por moradores de Cachoeira do Choro, área rural do município de Curvelo (MG).
Cerca de 40 manifestantes se reuniram e protestaram em frente à Prefeitura da cidade para exigir seus direitos básicos: água, energia e acesso digno à saúde. Assim, o grupo da Comissão de atingidos de Cachoeira do Choro, representando a comunidade atingida pelo rompimento da barragem da Vale sobre o rio Paraopeba, entregou uma série de ofícios para a Prefeitura Municipal, a COPASA, a Secretaria de Saúde, a CEMIG e a Câmara dos Vereadores, exigindo providências das autoridades.
“Estamos vindo hoje para a cidade de Curvelo requisitar direitos, direitos básicos. Nós da comissão organizamos reuniões e ficou definido que a comunidade ia até Curvelo lutar pelo direito à saúde, luz e água para todos. Estamos recebendo uma água suja, uma água imprópria para o consumo humano. Passamos por cada dia mais sofrimento, especialmente na vida das mulheres, que são a parte mais impactada de todo esse crime que a Vale cometeu contra a nossa história. Então hoje estamos unidos em Curvelo para cobrar os nossos direitos. Nós temos direitos, nós queremos ser respeitados. Cachoeira do Choro existe, não é invisível”, afirma Eliana Marques, integrante da comissão de atingidos.
De acordo com informações relatadas pelos participantes, o acesso à água de qualidade ficou ainda mais difícil após o rompimento, afetando a qualidade da água encanada. “Antes do rompimento a gente tinha problema de falta d’água. Agora, água de má qualidade, com turbidez, com odor, a gente não tinha. E isso começou depois da barragem de Brumadinho [romper]”, conta Nívea Almeida, moradora de Cachoeira do Choro.
Em outubro de 2020, o Guaicuy realizou um levantamento em 170 residências da comunidade. Na ocasião, 63,2% das famílias tinham a Copasa como fornecedora, 33,3% tinham poços artesianos ou semi-artesianos fora do terreno/lote e 8,3% recebiam água por meio de cisternas. O restante se abastecia por caminhões pipa, bicas coletivas, diretamente do Rio Paraopeba ou por poços artesianos e semi-artesianos localizados no próprio terreno.
Assim, em janeiro deste ano, o Guaicuy realizou a segunda edição do levantamento com representantes de 345 domicílios: 39,7% dos moradores e moradoras já haviam solicitado à Vale o abastecimento de água devido ao rompimento da barragem.
Além do problema com a água, a comunidade reivindica:
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