Foi realizada na quarta-feira (4/2), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, uma cerimônia de prestação de contas após cinco anos do Acordo Judicial de Reparação relativo ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. O evento foi conduzido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG).
Foram apresentados alguns dados relacionados ao Acordo, como o montante de R$ 37,6 bilhões de investimentos em ações de reparação. Também tiveram destaque o valor gasto no Programa de Transferência de Renda (PTR), com R$ 5,33 bilhões distribuídos para cerca de 164 mil pessoas e os R$ 2,5 bilhões em obras de infraestrutura nas cidades atingidas e em outros lugares do estado, como o metrô da capital, o rodoanel na Região Metropolitana de Belo Horizonte e a conclusão do Hospital Regional de Teófilo Otoni.
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O Secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais que tomou posse no cargo no fim de 2025, Lyssandro Norton, disse que a reparação é prioridade máxima da Secretaria e frisou que, em relação à reparação socioambiental, não há teto financeiro — o valor de R$ 5 bilhões é uma estimativa do Acordo: “será gasto o que precisar ser gasto para a integral reparação”, prometeu.
Nayara Porto, presidente da Associação dos familiares das vítimas e atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho (Avabrum), reforçou que todos os dados só estavam sendo apresentados na ocasião por causa da ocorrência do crime e que as vidas perdidas não podem ser reduzidas a estatísticas. Ela enfatizou que cada centavo gasto e cada ação realizada precisa carregar respeito e que o apagamento da memória é uma violência institucional. Por isso, existe a responsabilidade de que a reparação não se torne apenas um processo técnico.
Embora a cerimônia tenha celebrado o Acordo como uma ferramenta de que dá segurança jurídica e controle social à reparação e o destacado como um marco na história ambiental do país, as apresentações também reconheceram o atraso em certas ações, entre elas a dragagem do rio e o início do Anexo 1.1 (projetos de demandas das comunidades).
Ao final do evento, o governador Romeu Zema afirmou que Minas Gerais tem duas histórias, antes e depois de Brumadinho. E sobre o seu mandato no governo do Estado, o político ainda declarou: “Daqui 20 anos, se alguém lembrar desse governo, aquilo que mais marcou, sem dúvida, foi o crime, a tragédia de Brumadinho”.
Imagem destacada: Moises Silva/Segov MG
Governador MENTIROSO , a cidade de Brumadinho continua um lixo , poeira e lama de minério deixado pelas carretas e custo de vida nas alturas e problemas psicológicos e físicos decorrentes da poluição atmosférica , do solo e da água ! E tem gente que acredita nesses mentirosos !