Paraopeba
17ª edição do Boletim Piracema está disponível!
6 de outubro de 2025
Matéria publicada originalmente no Piracema 17.
Quando Rian Gustavo pensou em buscar financiamento na Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) para produzir um filme sobre a história de Morada Nova de Minas, ele ainda era um “coletivo de uma pessoa só”. Mas a aprovação do projeto foi a fagulha que faltava para acender um sonho em outros jovens da cidade, o que resultou na criação do Grupo Multiartístico Sintonia das Artes. O fundador do grupo conta que a cidade tem crescido muito, mas as atividades culturais não acompanharam o movimento. A população moradense sofre com a falta de cinema, de teatro, de circo, mas esse é um cenário que o Sintonia das Artes quer mudar. Proporcionar cultura, esporte e lazer ajuda a preencher a vida das pessoas, dá repertório, complementa a educação e ajuda muitas crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, aponta o artista.
Ao longo da produção do filme, os participantes do grupo foram aprendendo a desempenhar diferentes funções e alguns até mesmo decidiram se profissionalizar. E para dar mais força aos elos dessa corrente, criaram um projeto de teatro nas comunidades.
A intenção da primeira edição foi oferecer uma oficina com até 15 crianças em um bairro periférico de Morada. “No final, a gente estava com 35 crianças. Foram chegando, chegando e não tinha como falar não, porque era diferente, era novo. Elas gostavam. É muito bom, mostra que houve um interesse real das crianças por participar”, conta Rian.
Com o auxílio de comerciantes, o grupo ofereceu um lanche aos participantes, mas a falta de apoio financeiro tem sido uma grande limitação para o Sintonia das Artes. Atuando voluntariamente, os membros precisam lidar com o desafio de conciliar esse trabalho com outras atividades.
Agora, o Sintonia das Artes tem preparado novos projetos para buscar financiamento via editais, inclusive o Anexo 1.1 do Acordo Judicial de Reparação, que visa a recuperação socioeconômica das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em 2019. Com isso, as várias ideias do grupo ganham a chance de se tornarem realidade. “A arte liberta, abre a mente, abre os caminhos. A gente consegue ver o inimaginável. É também uma forma de falar. Por meio da arte, a gente pode contar um pouco da história do que aconteceu”, relata.
Imagem: Acervo pessoal.
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6 de outubro de 2025
16 de agosto de 2023
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