Instituto Guaicuy

Sintonia das Artes: sonho que vira movimento

15 de outubro, 2025, por Natália Ferraz

Matéria publicada originalmente no Piracema 17.

Quando Rian Gustavo pensou em buscar financiamento na Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) para produzir um filme sobre a história de Morada Nova de Minas, ele ainda era um “coletivo de uma pessoa só”. Mas a aprovação do projeto foi a fagulha que faltava para acender um sonho em outros jovens da cidade, o que resultou na criação do Grupo Multiartístico Sintonia das Artes. O fundador do grupo conta que a cidade tem crescido muito, mas as atividades culturais não acompanharam o movimento. A população moradense sofre com a falta de cinema, de teatro, de circo, mas esse é um cenário que o Sintonia das Artes quer mudar. Proporcionar cultura, esporte e lazer ajuda a preencher a vida das pessoas, dá repertório, complementa a educação e ajuda muitas crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, aponta o artista.

Ao longo da produção do filme, os participantes do grupo foram aprendendo a desempenhar diferentes funções e alguns até mesmo decidiram se profissionalizar. E para dar mais força aos elos dessa corrente, criaram um projeto de teatro nas comunidades.

A intenção da primeira edição foi oferecer uma oficina com até 15 crianças em um bairro periférico de Morada. “No final, a gente estava com 35 crianças. Foram chegando, chegando e não tinha como falar não, porque era diferente, era novo. Elas gostavam. É muito bom, mostra que houve um interesse real das crianças por participar”, conta Rian. 

Com o auxílio de comerciantes, o grupo ofereceu um lanche aos participantes, mas a falta de apoio financeiro tem sido uma grande limitação para o Sintonia das Artes. Atuando voluntariamente, os membros precisam lidar com o desafio de conciliar esse trabalho com outras atividades.

Agora, o Sintonia das Artes tem preparado novos projetos para buscar financiamento via editais, inclusive o Anexo 1.1 do Acordo Judicial de Reparação, que visa a recuperação socioeconômica das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em 2019. Com isso, as várias ideias do grupo ganham a chance de se tornarem realidade. “A arte liberta, abre a mente, abre os caminhos. A gente consegue ver o inimaginável. É também uma forma de falar. Por meio da arte, a gente pode contar um pouco da história do que aconteceu”, relata.

Imagem: Acervo pessoal.

Gostou do conteúdo? Compartilhe nas redes sociais!

O que você achou deste conteúdo?

O seu endereço de e-mail não será publicado. Todos os campos são obrigatórios.

Ao comentar você concorda com os termos de uso do site.

Assine nossa newsletter

Quer receber os destaques da atuação do Guaicuy em primeira mão? Assine nosso boletim geral!