Instituto Guaicuy

Trocas que transformam

5 de fevereiro, 2026, por Comunicação Guaicuy

Texto publicado no Piracema 18

Espaços de encontro, mobilização e fortalecimento socioeconômico. É assim que têm se mostrado as feiras comunitárias realizadas na Região 5 Leste atingida pelo rompimento da barragem da Vale em 2019. Organizadas pelas Comissões de Pessoas Atingidas com o apoio do Guaicuy, esses espaços concretizam a potência da união do povo.

Na região, esse movimento começou em agosto de 2024 com a Comissão Formosa, responsável pela feira que acontece na praça da Forquilha do Cabral, município de Três Marias. A iniciativa, que tem o propósito de fortalecer a economia local, dá espaço para a agricultura familiar e promove a alimentação saudável. Além de oferecer acesso a alimentos orgânicos, produtos naturais como mel e melado, e artesanato local, o espaço ganha ares de celebração com música, comida boa e trocas entre a vizinhança. O evento costuma acontecer no segundo sábado de cada mês.

A Comissão Atingidos do Bagre foi pelo mesmo caminho, organizando uma feira em Ribeirão do Bagre, em Felixlândia. Na primeira edição, realizada em fevereiro de 2025, cerca de 100 pessoas prestigiaram os feirantes que ocuparam a Praça da Mércia com diversos produtos locais, como doces, quitandas, salgados e até flores. Ainda teve show de piseiro para garantir o clima de alegria. A previsão é que a próxima edição aconteça em 2026.

Em abril foi a vez de Lagoa do Meio, também em Felixlândia, que ganhou a feira da Comissão Lagoa e Tronco. A praça em frente ao campo da comunidade tem se transformado em um ponto de encontro e celebração da cultura local, valorizando sabores e saberes da população. O ambiente se encheu de bancas de frutas e verduras, conservas, temperos e refeições como feijão tropeiro, caldos e churrasquinhos. Com o sucesso da edição, a Comissão consolidou um calendário de feiras ao longo de todo o ano.

Já no segundo semestre, em setembro, Felixlândia ainda teve a Feira Comunitária do Baixo Paraopeba, produzida pela Comissão de mesmo nome em La Poveda. O evento, que fortaleceu o intercâmbio e a economia solidária entre as 12 comunidades da região, teve edições programadas para o restante do ano. Assim como nas outras feiras, foram ofertados alimentos típicos, produtos agroecológicos e artesanatos. Tarsila Esteves, supervisora no Guaicuy, explica:

“Cada feira funciona como um circuito de troca e fortalecimento, em que os esforços das próprias comunidades se transformam em oportunidades de aprendizado, convivência e desenvolvimento territorial”. É a força organização popular, que agora busca potencializar as iniciativas por meio dos projetos e linhas de crédito previstos no Anexo 1.1 do Acordo Judicial de Reparação. Com isso, será possível ampliar as possibilidades de fortalecimento econômico e de autonomia nos territórios atingidos.

Imagem: acervo Guaicuy.

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