
Barragem Doutor: 4 anos de medo e luta!
No dia 1° de abril de 2020, a Barragem Doutor passou do nível 1 de instabilidade para nível 2 causando ainda mais preocupação e medo, pois, desde fevereiro do mesmo ano, já existiam notícias sobre o processo de evacuação de algumas casas previsto no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM).
Essa data é um marco de angústias para todos e todas de Antônio Pereira, que vêm sofrendo perdas e danos cotidianamente em decorrência da mineração predatória da Vale, mas é também um dia a ser lembrado como uma das datas que alertaram a população sobre a necessidade de lutar por seus direitos.
Muita coisa mudou desde então, inclusive com a chegada da ATI e do GEPSA no território. Atualmente, a barragem se encontra no nível 1 de instabilidade, mas a previsão para o fim da sua descaracterização é 2029. A luta por reparação continua e a informação é uma das ferramentas mais importantes nesse longo caminho. Por isso, lembramos que é possível acessar documentos sobre a Barragem Doutor e acompanhar as etapas do processo de descomissionamento e descaracterização na plataforma “Desativando Bombas-Relógio”, criada pelo Ministério Público de Minas Gerais.
Estamos chegando na reta final da nossa primeira rodada de reuniões de núcleo comunitário do ano! Desde o mês de março estamos realizando duas reuniões por núcleo:
1) Oficina de trabalho sobre a Comissão de Pessoas Atingidas;
2) Assembleia para escolha de representantes de cada núcleo para compor a Comissão.
O próximo encontro será para realização da assembleia para escolha de representantes da região da Pedreira, Igreja Queimada, Centro Histórico e Lapa para compor a Comissão. Ela acontecerá na terça-feira, dia 09 de abril, às 18h30, na Escola Estadual Antônio Pereira.
Já na próxima quarta, dia 10 de abril, realizaremos a oficina junto com as pessoas que foram removidas da Zona de Ausossalvamento. Ele acontecerá às 19h, de forma presencial e virtual ao mesmo tempo. Local: Escritório do Guaicuy em Mariana – Rua Jorge Marques, 355, São Sebastião.
⚠️ A Comissão é aberta à participação de qualquer pessoa atingida do território e deve prezar por uma composição diversa, com paridade de gênero e inclusão de minorias e de grupos vulneráveis.
A comunidade espera que a votação, em segundo turno, do Projeto de Lei 788/23 aconteça já na próxima semana, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A mobilização para acompanhar esse momento histórico para as garimpeiras e os garimpeiros de Antônio Pereira continua.
O PL, de autoria do Deputado Leleco Pimentel, declara o garimpo artesanal no Distrito de Antônio Pereira como patrimônio histórico, cultural e social, de natureza material e imaterial de Minas Gerais. Cerca de 60 pessoas já opinaram a favor do projeto, que vai embasar o processo de reconhecimento deste grupo enquanto comunidade tradicional da região.
A crise da dengue em Antônio Pereira (Ouro Preto/MG) foi pauta na edição de março do jornal A SIRENE. A matéria destaca a relação entre as casas vazias da Zona de Autossalvamento (ZAS) e o aumento nos casos de dengue. Parte significativa dos focos do mosquito transmissor estão nesses imóveis, hoje depredados devido à falta de cuidados por parte da mineradora.
A matéria é de autoria de Julia Vitória Rodrigues Novais, Maria Silvana de Oliveira Inácio, Regina Ciriaca da Silva e Wemerson Rodrigues Lúcio (Titão), moradores de Antônio Pereira. A reportagem contou com o apoio das analistas de comunicação e jornalistas, Ellen Barros e Laura Alice Silva, do Instituto Guaicuy.
O jornal A SIRENE é um importante veículo de comunicação popular feito por pessoas atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão (Mariana/MG).
Nós, do Instituto Guaicuy, publicamos mais um episódio da série “Tecendo Redes: saúde e assistência social”. Ao longo da série abordamos os direitos humanos ameaçados pela mineração predatória e apresentamos as instâncias de saúde e assistência social que podem ser acionadas pelas pessoas de Antônio Pereira. No novo episódio, destacamos que, mais que usuárias da rede de saúde, as pessoas atingidas têm o poder de exercer algum grau de controle social sobre o SUS.
Veja, curta e compartilhe a postagem no Instagram
📲 O telefone para falar com o Instituto Guaicuy é (31) 97256-2131. Você pode ligar, mandar uma mensagem pelo WhatsApp ou enviar um e-mail para ati.antoniopereira@guaicuy.org.br
🤝 Lembramos sempre que o Guaicuy tem lado: o lado das pessoas atingidas!
O que você achou deste conteúdo?