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Empresa responsável pelos Estudos de Risco detalha plano de comunicação
31 de março de 2026
O processo de transição dos Estudos de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE), com a troca da execução do Grupo EPA para a ERM, tem apresentado dificuldades. De acordo com os dados apresentados na última reunião da auditoria, o ritmo atual das entregas e reuniões com as comunidades exige ajustes para não comprometer as fases seguintes do estudo, previstas para 2026.
O Grupo EPA foi substituído pela empresa ERM em 2025, por decisão dos Compromitentes do Acordo Judicial de Reparação (Instituições de Justiça e Estado de Minas Gerais). Segundo o comunicado que informou a substituição, a mudança foi motivada pelos atrasos do Grupo EPA, que não concluiu nem a primeira fase dos Estudos.
De acordo com o cronograma publicado em dezembro de 2025 no site da AECOM – empresa responsável pela auditoria dos Estudos –, o Projeto Detalhado de Avaliação de Risco à Saúde Humana e ao Meio Ambiente tinha previsão de aprovação até fevereiro deste ano, mas o relatório ainda não está disponível para acesso público. Em resposta a ofício encaminhado pelo Guaicuy, a ERM informou que a divulgação oficial dos documentos finais será no referido site.
No momento, três projetos fundamentais estão atrasados:
O documento de Contexto Regional dos Impactos Ambientais também se aproxima da data limite, 27 de abril. É importante lembrar que qualquer atraso ou aumento dos prazos por parte da ERM gera, inevitavelmente, prejuízo ao acesso das pessoas atingidas às informações sobre a execução dos Estudos de Risco.
A auditoria também alertou sobre o Plano de Comunicação apresentado pela ERM em março, para informar as lideranças e comunidades sobre a transição da empresa. Das 414 reuniões previstas com lideranças e comunidades, apenas 14 foram realizadas até o fechamento do período de auditoria, 15 de março. O avanço foi classificado pela AECOM como “modesto”, o que pode ameaçar o prazo de encerramento dessa etapa, previsto para maio. A auditoria afirmou ter sinalizado a necessidade de atenção aos prazos à ERM, para evitar impactar o início da Fase 2 (coletas de campo), previsto para agosto.
O Instituto Guaicuy, Assessoria Técnica Independente (ATI) das Regiões 4 e 5, segue acompanhando as informações conforme são disponibilizadas, a fim de compartilhar as análises técnicas com as pessoas atingidas.
Contudo, a pontualidade da ERM na divulgação do andamento dos Estudos é fundamental para esse acompanhamento. “O plano de trabalho da ATI está diretamente vinculado às entregas da empresa executora dos Estudos de Risco. As análises técnicas que o Guaicuy deve entregar às pessoas atingidas e às Instituições de Justiça dependem do acesso a documentos produzidos pela ERM e validados pela auditoria e pelos órgãos técnicos”, aponta Isabela Caiafa, da equipe de Mitigação do Guaicuy.
As pessoas atingidas precisam de informação qualificada para exercer seu direito de acompanhar e intervir assertivamente no processo de reparação pelo crime-desastre da Vale. Comprometido com a participação informada, que é uma das principais tarefas do Instituto como Assessoria Técnica Independente, o Guaicuy segue acompanhando cada etapa do cronograma e da execução dos Estudos de Risco.
Imagem: acervo Guaicuy.
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31 de março de 2026
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