Instituto Guaicuy

Estudos de Risco seguem atrasados, mesmo com troca da empresa executora

27 de abril, 2026, por Comunicação Guaicuy

Compromitentes do Acordo anunciaram a troca do Grupo EPA pela ERM em 2025, afirmando busca por mais celeridade nos Estudos

O processo de transição dos Estudos de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE), com a troca da execução do Grupo EPA para a ERM, tem apresentado dificuldades. De acordo com os dados apresentados na última reunião da auditoria, o ritmo atual das entregas e reuniões com as comunidades exige ajustes para não comprometer as fases seguintes do estudo, previstas para 2026. 

O Grupo EPA foi substituído pela empresa ERM em 2025, por decisão dos Compromitentes do Acordo Judicial de Reparação (Instituições de Justiça e Estado de Minas Gerais). Segundo o comunicado que informou a substituição, a mudança foi motivada pelos atrasos do Grupo EPA, que não concluiu nem a primeira fase dos Estudos. 

De acordo com o cronograma publicado em dezembro de 2025 no site da AECOM – empresa responsável pela auditoria dos Estudos –, o Projeto Detalhado de Avaliação de Risco à Saúde Humana e ao Meio Ambiente tinha previsão de aprovação até fevereiro deste ano, mas o relatório ainda não está disponível para acesso público. Em resposta a ofício encaminhado pelo Guaicuy, a ERM informou que a divulgação oficial dos documentos finais será no referido site. 

No momento, três projetos fundamentais estão atrasados: 

  • Meio Ambiente (previsto para 18/02);
  • Saúde Pública (previsto para 16/03);
  • Risco Ecológico (previsto para 11/03).

O documento de Contexto Regional dos Impactos Ambientais também se aproxima da data limite, 27 de abril. É importante lembrar que qualquer atraso ou aumento dos prazos por parte da ERM gera, inevitavelmente, prejuízo ao acesso das pessoas atingidas às informações sobre a execução dos Estudos de Risco.

Auditoria sinaliza avanço modesto

A auditoria também alertou sobre o Plano de Comunicação apresentado pela ERM em março, para informar as lideranças e comunidades sobre a transição da empresa. Das 414 reuniões previstas com lideranças e comunidades, apenas 14 foram realizadas até o fechamento do período de auditoria, 15 de março. O avanço foi classificado pela AECOM como “modesto”, o que pode ameaçar o prazo de encerramento dessa etapa, previsto para maio. A auditoria afirmou ter sinalizado a necessidade de atenção aos prazos à ERM, para evitar impactar o início da Fase 2 (coletas de campo), previsto para agosto.

Impacto no trabalho das Assessorias Técnicas

O Instituto Guaicuy, Assessoria Técnica Independente (ATI) das Regiões 4 e 5, segue acompanhando as informações conforme são disponibilizadas, a fim de compartilhar as análises técnicas com as pessoas atingidas. 

Contudo, a pontualidade da ERM na divulgação do andamento dos Estudos é fundamental para esse acompanhamento. “O plano de trabalho da ATI está diretamente vinculado às entregas da empresa executora dos Estudos de Risco. As análises técnicas que o Guaicuy deve entregar às pessoas atingidas e às Instituições de Justiça dependem do acesso a documentos produzidos pela ERM e validados pela auditoria e pelos órgãos técnicos”, aponta Isabela Caiafa, da equipe de Mitigação do Guaicuy.

Direito à participação informada

As pessoas atingidas precisam de informação qualificada para exercer seu direito de acompanhar e intervir assertivamente no processo de reparação pelo crime-desastre da Vale. Comprometido com a participação informada, que é uma das principais tarefas do Instituto como Assessoria Técnica Independente, o Guaicuy segue acompanhando cada etapa do cronograma e da execução dos Estudos de Risco.

Imagem: acervo Guaicuy.

Gostou do conteúdo? Compartilhe nas redes sociais!

O que você achou deste conteúdo?

O seu endereço de e-mail não será publicado. Todos os campos são obrigatórios.

Ao comentar você concorda com os termos de uso do site.

Assine nossa newsletter

Quer receber os destaques da atuação do Guaicuy em primeira mão? Assine nosso boletim geral!