Paraopeba
Estudos de Risco seguem atrasados, mesmo com troca da empresa executora
27 de abril de 2026
A ERM, empresa responsável pelos Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico nos territórios atingidos pelo rompimento da barragem da Vale em 2019, está fazendo uma Campanha de Comunicação da Transição para apresentar a equipe, atualizar as comunidades sobre o andamento do estudo e colher informações, percepções e sugestões que possam contribuir para as próximas etapas do trabalho.
Depois das reuniões com o poder público dos municípios atingidos e as Assessorias Técnicas Independentes (ATIs), a ERM começou as reuniões virtuais com representantes das comunidades atingidas, nas quais apresentam a empresa, as próximas etapas dos Estudos e os funcionários responsáveis, o plano de comunicação e as possibilidades de participação. Além disso, anunciou novos canais de atendimento à população.
Acesse aqui a apresentação da ERM para as pessoas atingidas
A ERM assumiu os Estudos de Risco em 2025, depois que as Instituições de Justiça decidiram pela substituição do Grupo EPA. A mudança foi motivada pelos atrasos nos Estudos – o cronograma original previa a conclusão dos Estudos em 2024, mas, até junho de 2026, a Fase 2 ainda não teve início.
Entre 26 de maio e 16 de junho, a ERM se reuniu com lideranças das comunidades Balneário Reino dos Lagos, São Marcos e Santa Cecília, Cachoeira do Choro e Angueretá, da Região 4. Na Região 5, a empresa se reuniu com as lideranças de Lagoa do Meio, Balneário Mangaba e Quintas do Abaeté, Fazenda das Flores, Quintas da Boa Vista, Náutico e La Poveda, Aldeia, Barra do Rio de Janeiro, Três Marias, Silga, Ilha do Coló, Ilha das Barreiras e Ilha da Merenda, Veredas e São José do Buriti.
As próximas reuniões agendadas pela ERM com lideranças serão nas seguintes datas (sujeitas a alterações):
Nessas reuniões, além da apresentação, as lideranças preenchem um formulário da ERM, no qual indicaram locais para a realização das reuniões de retorno às comunidades sobre as informações colhidas nos Estudos, chamadas de devolutivas.
O Guaicuy, ATI das Regiões 4 e 5, está acompanhando as atividades. O Instituto busca contribuir para que as informações e preocupações das pessoas atingidas sejam consideradas ao longo do processo.
Isabela Caiafa, do Guaicuy, ressalta a importância dessas reuniões com as pessoas atingidas. “Os Estudos ficaram paralisados por muito tempo e houve a mudança da empresa responsável por eles. Por mais que a ATI informe as pessoas, é importante que a própria empresa se apresente e explique para as comunidades como será executado o trabalho daqui pra frente”, diz. Para Isabela, “também é importante a ERM conhecer as pessoas e a realidade dos territórios, para que os Estudos possam refletir os danos causados pelo rompimento. Em especial na Região 5, que não foi contemplada nas perícias realizadas pelo CTC/UFMG”, completa.
A ERM informou que, como parte da Campanha de Comunicação da Transição, os canais de comunicação com a população atingida foram atualizados “para garantir acessibilidade e escuta qualificada”. Os canais disponíveis são:
A AECOM – empresa responsável pela auditoria dos Estudos de Risco e do Plano de Recuperação Socioambiental da Bacia do Paraopeba – sinaliza que o Portal da Auditoria Socioambiental é a principal ferramenta de comunicação sobre os Estudos. O portal contém relatórios, projetos e demais documentos, bem como o cronograma, para consulta.
O Guaicuy acompanha como ouvinte as reuniões mensais da AECOM com as Instituições de Justiça e representantes do governo de Minas Gerais – os compromitentes do Acordo Judicial de Reparação. A partir dessas reuniões, o Instituto elabora boletins para acompanhamento das pessoas atingidas. Os boletins podem ser consultados aqui.
Acesse aqui o último boletim dos Estudos de Risco
Imagem: acervo Guaicuy.
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