
Informe Especial nº 69 – de 18/09/2026
🙋🏾♀️🙋🏽🙋🏻♂️ Olá, comunidade de Antônio Pereira!
⚖️ Antônio Pereira marca presença em evento do Ministério Público
No dia 10 de setembro, nós, do Instituto Guaicuy, acompanhamos seis moradoras e moradores de Antônio Pereira no Encontro do Ministério Público de Minas Gerais com Movimentos Sociais e Sociedade Civil Organizada, realizado em Belo Horizonte durante a Semana do Ministério Público.
A atividade contou com cerca de 200 participantes e reuniu pessoas atingidas pela mineração, povos e comunidades tradicionais, movimentos sociais, coletivos e organizações de diferentes regiões de Minas Gerais.
🗣️🎤 Durante o momento de microfone aberto, moradores da comunidade de Antônio Pereira levaram diretamente ao Ministério Público relatos sobre danos vivenciados no distrito e pediram mais presença dos órgãos públicos no território e avanços no processo de reparação.
➡️ Aliliane Veríssimo pediu que representantes do Ministério Público conheçam de perto a realidade da comunidade: “A nossa comunidade está gritando socorro. Pelo amor de Deus, olha para Antônio Pereira.”
➡️ Ivone Pereira falou sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade garimpeira para continuar exercendo sua atividade tradicional e pediu apoio na luta pelo certificado estadual de reconhecimento da tradicionalidade: “A mineração ela não tem medo de justiça, ela tem medo é da união do povo!”
➡️ Carla Dayane chamou atenção para o adoecimento emocional e psicológico e para as dificuldades enfrentadas por moradores que participam de mobilizações no território. Ela pediu maior atuação do Ministério Público junto à comunidade: “A única força que nós povo temos é de fazer manifestação. E quando nós vamos fazer manifestação para cobrar os nossos direitos, nós somos incriminados pela Vale.”
➡️ Maria Helena Rocha lembrou que o processo coletivo relacionado à Barragem Doutor já se estende por seis anos e cobrou concretude da reparação: “É ótimo ser ouvido, mas a gente agora tá precisando de ações concretas. Antônio Pereira, nós estamos precisando de ações concretas.”
➡️ João Batista Queiroz falou sobre a dependência econômica do distrito com a mineração, mas destaca os danos causados: “Chegou no ponto que é crítico. Com a barragem a gente tá vendo o perigo, o Ministério Público tem que vigiar e colocar limite… Tem necessidade de duas mineradoras assim uma do lado e outra do outro? Não tem.”
Representantes de outros territórios de Ouro Preto também chamaram atenção para a expansão da mineração no município e defenderam maior presença do Ministério Público nas comunidades. Estas reivindicações se somaram às de comunidades e movimentos de diferentes regiões de Minas Gerais. Ao longo do encontro, participantes falaram sobre reparação, proteção dos territórios, direito à água, saúde, participação popular, direito à manifestação e consulta livre, prévia e informada de povos e comunidades tradicionais, entre outras coisas.
Ao final do encontro, representantes do Ministério Público afirmaram que atividades como essa deverão acontecer novamente, ampliando os espaços de escuta da população. Eles também se comprometeram a fazer uma sistematização das falas feitas pelos moradores, dando retorno posteriormente sobre essas reivindicações às pessoas que estiveram presentes no encontro.
🎥 O encontro foi transmitido ao vivo e a gravação está disponível no canal do MPMG no YouTube: https://www.youtube.com/live/ciyQe7WSJE0
Veja matéria completa: https://guaicuy.org.br/mpmg-ouve-pessoas-atingidas-em-encontro-com-movimentos-sociais/
📲 O telefone para falar com o Acolhimento Digital da ATI Antônio Pereira é (31) 97256-2131. Você pode ligar, mandar uma mensagem pelo WhatsApp ou enviar um e-mail para ati.antoniopereira@guaicuy.org.br.
🤝 Lembramos sempre que o Guaicuy tem lado: o lado das pessoas atingidas!
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