Paraopeba
A Vale segue tentando que os resultados de parte das perícias realizadas pelo Comitê Técnico-Científico da Universidade Federal de Minas Gerais (CTC-UFMG) sejam mantidos em sigilo, apesar das negativas anteriores da justiça. A mineradora, responsável pelo rompimento da barragem que matou 272 pessoas em Brumadinho, não quer que estudos sobre análises de água do Rio Paraopeba e sobre coletas de animais e até que dados do Sistema Único de Saúde (SUS) das unidades de saúde das regiões atingidas sejam acessados livremente pela sociedade.
Ao todo, são 23 chamadas (perícias) sobre as quais a Vale pede sigilo. Além disso, a mineradora também tenta impedir a realização de uma audiência pública para divulgação dos danos causados pelo rompimento da barragem em 2019.
Por enquanto, os relatórios finais de todas as perícias do CTC-UFMG já divulgadas estão disponíveis para leitura e download no site do Instituto Guaicuy.
Ainda no mês de fevereiro, a mineradora também contestou a utilização das perícias no processo pela resolução coletiva das indenizações individuais, desconsiderando novamente a Região 5 – entorno da Represa de Três Marias e calha do Rio São Francisco – como atingida pelo desastre-crime.
Imagem: Instituto Guaicuy.
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3 de fevereiro de 2025
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