O rompimento da barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão completa dois anos na próxima segunda-feira (25). Diferentes organizações farão atividades para marcar a data e mostrar à sociedade que os danos causados pelo rompimento seguem diariamente afetando as comunidades de Brumadinho a Três Marias
Em função da pandemia de Covid-19 e do aumento de casos em Minas Gerais, as programações tem como foco transmissões virtuais e atividades informativas presenciais que reúnam poucas pessoas, evitando aglomerações e seguindo os protocolos de saúde.
No dia 25, será realizada uma barqueata na comunidade de São José do Buriti (Felixlândia), na qual alguns barcos de pessoas atingidas farão um trajeto simbólico e chegarão próximos a um telão onde serão exibidos vídeos das pessoas atingidas e do Instituto Guaicuy.
Também será instalado um telão no Recanto do Laranjo (Pompéu) para a transmissão de vídeos, com poucos participantes e sem promover aglomerações. Você poderá conferir a cobertura no Facebook e no Instagram do Guaicuy.
Nestas atividades as equipe de campo da Assessoria Técnica iniciarão a distribuição do Boletim Piracema e da cartilha impressa Direitos das pessoas atingidas pela Vale na Bacia do Paraopeba.
A Romaria é organizada pela Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário (Renser) com apoio de diversas organizações da sociedade civil (confira a programação abaixo). Um dos destaques, é a troca de vídeo-cartas entre diferentes comunidades atingidas pela mineração em todo o país
A programação da Romaria começou no dia 18 e segue até 25 de janeiro com sarau, vigília, transmissões online e missa realizada que será transmitida pela TV Horizonte e pelas redes sociais.
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As pessoas atingidas organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) organizam uma jornada de atividades com o mote “2 anos do crime da Vale em Brumadinho – Justiça só com luta e organização”. Os eventos seguem até o final de janeiro, com debates e atos simbólicos das mulheres atingidas e em defesa da água. Mais informações nas redes sociais do MAB.
A campanha Janeiro Marrom reúne entidades ambientalistas e movimentos que utilizam a #JaneiroMarrom para divulgar materiais sobre os impactos da mineração. No dia 15 de janeiro, também foi lançado um abaixo assinado intitulado “Brumadinho – 2 anos do crime da Vale que continua”.
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