Dois novos recursos enviados pela Vale não foram aceitos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A intenção da mineradora era, novamente, tentar acabar com a obrigação de pagar o Auxílio Emergencial para a população atingida pelo desastre-crime do rompimento da barragem em Brumadinho, ocorrido em 2019.
Em um dos recursos, a Vale buscou reverter a situação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, no outro, no Supremo Tribunal Federal (STF). Os argumentos são os mesmos que a empresa já utilizou em várias contestações anteriores:
Os dois recursos foram inadmitidos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Isso significa que, neste momento, o Tribunal entendeu que esses recursos não cumpriam os requisitos necessários para seguir para o STJ e para o STF. . Isso porque o TJMG entendeu que eles não são a forma de contestação adequada. Um recurso só vai para o STJ ou para o STF quando o recorrente acredita que uma decisão anterior pode estar violando uma legislação federal ou a Constituição Federal, respectivamente. No caso do auxílio, a decisão ainda é provisória, e essas instâncias servem para analisar decisões definitivas.
Um outro problema é que o texto dos recursos levanta pontos que, para serem julgados, seria necessário voltar às provas do processo e reexaminar os fatos. Mas isso não é função do STF e do STJ, pois já existem instâncias anteriores, chamadas de ordinárias, para analisar esse tipo de recurso.
Leia a resposta do TJMG sobre o recurso extraordinário
Leia a resposta do TJMG sobre o recurso especial Imagem destacada: Jhen Loure/Guaicuy
O que você achou deste conteúdo?