Aconteceu no dia 6 de abril mais uma reunião entre a AECOM, auditora do Programa de Recuperação Socioambiental (PRSABP) e dos Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE), as Instituições de Justiça (Ministério Público Federal, Ministério Público de Minas Gerais e Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais) e o Estado de Minas Gerais.
Nesses encontros, de periodicidade mensal, a empresa apresenta um diagnóstico sobre o cumprimento das ações e projetos em que a Vale tem a obrigação de fazer, segundo o Acordo Judicial de Reparação dos danos causados pelo desastre-crime da mineradora em Brumadinho. O Guaicuy participa dessas reuniões como ouvinte e elabora um boletim sobre os pontos abordados.
Leia o boletim sobre a reunião
Um dos pontos de destaque foi a baixa quantidade de reuniões entre a ERM, empresa responsável pelos Estudos de Risco desde setembro de 2025, e as comunidades. A auditoria demonstrou preocupação com a execução do cronograma, cuja previsão de encerramento é em maio. Até 15 de março, apenas 14 das 414 haviam sido realizadas.
Também segundo a AECOM, os estudos estão em fase de detalhamento técnico, com indicação das metodologias e normas que vão guiar a sua execução. A auditoria informou que, embora os processos de revisão desses projetos estejam atrasados em relação às datas planejadas inicialmente, foi realizada uma análise que indicou que isso não causará impacto no início das coletas de campo (Fase 2), previstas para o segundo semestre.
Consulte o cronograma
A empresa ainda informou na reunião sobre o início do Estudo de Segurança do Alimento (ESA), que será realizado em 29 municípios da Bacia do Paraopeba pela Fundação COPPETEC, contratada pela Vale em janeiro. Para a auditoria, é fundamental distinguir este estudo dos Estudos de Risco, salientando que ele se aprofunda exclusivamente na ingestão de alimentos produzidos na Bacia.
O objetivo é determinar se o consumo atual oferece risco à saúde e se os alimentos são próprios para consumo, podendo resultar em medidas específicas de controle sanitário e gestão da cadeia alimentar. Será necessária a entrega de um plano de trabalho detalhado das atividades e um específico de comunicação com as comunidades e assessorias técnicas, estabelecendo um fluxo de diálogo transparente e contínuo sobre o Estudo de Segurança do Alimento.
Imagem destacada: Daniela Paoliello/Guaicuy
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