As finanças solidárias, dentro do Anexo 1.1 do Acordo Judicial de Reparação dos danos sofridos pelas pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, vêm para contribuir com o desenvolvimento local, por meio de instrumentos que estejam dentro e valorizem a lógica da economia solidária. Seu foco é o fortalecimento das relações de cooperação, confiança mútua e cidadania, buscando superar situações de exclusão e vulnerabilidade nas comunidades.
É nesse contexto que são propostos os bancos comunitários, organizações financeiras de base associativa. Eles têm como pilares os princípios da economia solidária e são geridos de forma participativa e democrática pela própria comunidade.
Os bancos comunitários não buscam obter lucro. Seu objetivo é apoiar a comunidade para ela se desenvolver e crescer junta! São formados por pessoas, para as pessoas e o dinheiro atua apenas como um meio para fortalecer o coletivo. Vamos entender melhor sobre eles?
As engrenagens que fazem um banco comunitário funcionar são:
A moeda social é um dinheiro próprio da comunidade que funciona como um complemento ao real. Criada e administrada pela própria população para circular apenas na região, a moeda social fortalece a economia local e a confiança entre a vizinhança.
Com o incentivo para que o consumo aconteça perto de casa, e aproveitando os descontos oferecidos por comerciantes parceiros, as vendas locais aumentam — o que gera novas oportunidades de trabalho e investimentos. Esse tipo de comércio mantém o dinheiro circulando na comunidade e fortalece a economia local, que vai crescendo e se desenvolvendo para atender às demandas de consumo que já existem e às que vão surgindo.
O valor que roda na comunidade em moeda social tem o mesmo montante em real garantido no caixa do banco comunitário. Ou seja, 1 moeda social = 1 real. Isso, que é chamado de lastro, é o que dá garantia ao próprio banco e aos comerciantes que aceitam a moeda social local.
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