Paraopeba
A Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou, no dia 6 de junho, uma proposta de prestação de serviços para operacionalização do Novo Auxílio Emergencial. O plano foi solicitado à FGV em maio, quando o juiz Murilo Sílvio de Abreu questionou se a Fundação tinha interesse em continuar gerindo os pagamentos até julho de 2027.
A proposta considera a gestão dos pagamentos mensais do Auxílio Emergencial para cerca de 160 mil pessoas, que foram beneficiárias do antigo Programa de Transferência de Renda (PTR), encerrado em outubro de 2025. O documento não prevê a inclusão de novos beneficiários no Auxílio, “salvo se oriundos de ingresso originário do PTR”.
A FGV está atuando temporariamente como gestora do Auxílio, a pedido do juiz Murilo Silvio de Abreu, desde que os pagamentos começaram em dezembro de 2025.
A proposta contempla dois módulos: atendimento e pagamento. Levando em conta as reivindicações das pessoas atingidas no despacho de maio, o juiz Murilo considerou necessária “uma estrutura de atendimento que seja, ao mesmo tempo, eficiente para o atingido e proporcional aos custos de execução impostos à ré (Vale)”.
Assim, o módulo de atendimento da proposta prevê:
Já o módulo 2, que se refere aos pagamentos, lista:
O cronograma apresentado prevê o pagamento de doze parcelas mensais às pessoas beneficiárias – de julho de 2026 a julho de 2027.
A Fundação estabeleceu em R$ 17,583.418,68 (dezessete milhões, quinhentos e oitenta e três mil, quatrocentos e dezoito reais e sessenta e oito centavos) o preço do serviço de operacionalização do Auxílio Emergencial. O valor seria dividido em doze parcelas mensais, no período de prestação do serviço. O documento destaca que “o valor mensal é de cerca de 1% do valor mensal pago às pessoas atingidas, o que demonstra tanto a proporcionalidade quanto a razoabilidade do mesmo”.
O valor inclui os custos de:
A FGV também pretende entregar relatórios mensais sobre o progresso dos pagamentos, e se compromete com a confidencialidade das informações levantadas e/ou fornecidas pelo juiz durante a gestão do Auxílio. A proposta tem validade de 90 dias (a contar a partir do dia 6 de junho, quando foi encaminhada), e deve ser analisada pelo juiz.
Leia a proposta completa da FGV para o Auxílio Emergencial aqui
Imagem: Pedro Lavigne/Guaicuy.
Informação muito valiosa para nós atingidos pela tragédia, pois a FGV tem sido tão solícita quanto competente em auxiliar, orientar e principalmente apoiar as pessoas e comunidades atingidas.
muito bom esclarecimento ficu bem claro