Pessoas das Regiões 4 e 5 da Bacia do Paraopeba e entorno da represa de Três Marias, atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em 2019, participaram de um importante espaço de diálogo com o Governo Federal. O encontro aconteceu em Belo Horizonte, nos dias 21 e 22 de maio, durante a programação da feira de cidadania “Governo do Brasil na Rua”, com a presença de representantes do poder público, movimentos sociais e organizações populares.
O evento contou com um fórum de participação social e as pessoas atingidas aproveitaram o espaço para apresentar reivindicações, cobrar avanços no processo de reparação e dialogar diretamente com representantes do Governo Federal sobre demandas da população. Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, recebeu as demandas apresentadas pelas pessoas atingidas e reafirmou o compromisso do Governo Federal com o diálogo junto às comunidades.
Entre os principais temas levantados esteve o debate sobre o Novo Auxílio Emergencial para a população atingida. Durante sua fala, o ministro rebateu informações que classificou como falsas sobre uma suposta posição contrária do Governo Federal em relação ao auxílio. Segundo ele, o governo deve atuar para apoiar as discussões e garantir a proteção social das populações atingidas da Bacia do Paraopeba e do entorno da represa de Três Marias.
Também participaram da atividade organizações e movimentos sociais que acompanham o processo de reparação, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e parlamentares e representantes políticos, entre eles as vereadoras de Belo Horizonte Juhlia Santos, Iza Lourença e Luiza Dulci, a deputada estadual Bella Gonçalves e os deputados federais Célia Xakriabá e Rogério Corrêa.
Segundo Paula de Sousa Constante, advogada do Instituto Guaicuy, a participação das pessoas atingidas é fundamental e tem sido um elemento central nos espaços de diálogo direto com o Governo Federal e demais agentes de representação. Na oportunidade, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) apresentou considerações sobre a proposta do Novo Auxílio Emergencial, enquanto o Paraopeba Participa apresentou propostas construídas coletivamente para análise posterior pelos órgãos competentes.
Para Paula, a atividade foi importante por possibilitar um espaço qualificado de escuta, diálogo e construção coletiva, fortalecendo a participação social das pessoas atingidas e ampliando as oportunidades de interlocução direta com representantes do poder público sobre temas relevantes para o processo de reparação.
Imagem destacada: Ruy Castro/ASCOM SGPR
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