Paraopeba
O Instituto Guaicuy protocolou, no dia 15 de junho, um pedido de admissão como amicus curiae — uma espécie de colaborador técnico — no processo sobre o Novo Auxílio Emergencial que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação para ajudar a defender o direito das pessoas atingidas foi dirigida ao ministro Gilmar Mendes, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1314, que busca acabar com o Auxílio.
A ADPF 1314 foi movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Ela discute a constitucionalidade da aplicação da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB) para fundamentar o Novo Auxílio.
Leia aqui o pedido do Instituto Guaicuy
Amicus curiae é uma expressão em latim usada no direito, que significa “amigo da corte”. Trata-se de um mecanismo legal que permite que entidades com conhecimento técnico relevante contribuam com informações nos julgamentos.
O Guaicuy se qualifica para essa participação tendo atuado desde 2020 como Assessoria Técnica Independente das comunidades atingidas pela Vale nas Regiões 4 e 5 da Bacia do Paraopeba e entorno da represa de Três Marias. Em mais de sete anos neste trabalho, a instituição acumulou atendimentos individuais e coletivos de pessoas atingidas, relatórios técnicos, linhas do tempo e pareceres sobre os danos econômicos e sociais.
Para fundamentar sua participação como amicus curiae na ADPF 1314, o Instituto Guaicuy apresentou um parecer técnico extenso, que analisa os principais pontos da disputa.
Leia aqui o Parecer Jurídico nº 001/2026
Os argumentos centrais do parecer do Guaicuy são:
Para o Guaicuy, a ADPF 1314 vai além de uma discussão técnica, pois o Auxílio Emergencial é a principal ou única fonte de renda de várias famílias atingidas enquanto os danos do crime-desastre persistem. Mudanças que possam restringir o acesso ao benefício podem comprometer o sustento de milhares de pessoas.
O Instituto Guaicuy solicitou também que, caso não seja admitido como amicus curiae, o Parecer nº 001/2026 seja juntado aos autos e considerado pelos ministros no julgamento, garantindo que a perspectiva das pessoas atingidas chegue ao STF de alguma forma.
Imagem: Agência Brasil.
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9 de junho de 2026
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9 de dezembro de 2025
Ó que aconteceu, não foi simplesmente um desastre ambiental; foi além. Eu e meu esposo estamos em tratamento sério por causa da contaminação da água. Nossa comunidade não recebemos nem um benefício de água como foi feita em outros lugares. Estamos no ribeiro mansso. Eu tive caculo renal,ele teve que fazer tratamento com urgência de hematologista fazer várias seções de sangria foi diagnosticado com alto ferro no sangue, segundo em tratamento até hoje eu fiquei tão abalada que tive que fazer tratamento psiquiatra e psicólogo seguimos em tratamento,fora outros dano,pele visão, quando fizeram analise da água já havia passado mais de 6 meses. Já estou apreensiva com esse STF
Misericórdia. Obrigada guaicuy! Por nos defender. Gratidão
Bom dia , achei o conteúdo ótimo mais
Jamais podemos aceitar que acabe com o auxílio emergencial que é a única fonte de renda . não podemos aceitar
No meio de tanta gente necessitada .vamos lutar em quanto temos força e a vitória ja é nossa.
Achei muito importantes,saber que tem pessoas sérias que lutas e se importam por nós,
Achei muito bom vai ajudar no processo.
Parabéns pela iniciativa.
Seguimos firmes na luta até a reparação integral.
Saudações desde a Bacia do Médio Paraopeba MG.